Divaldo e a voz do Mestre Jesus



Divaldo e a voz do Mestre Jesus


Celeste Carneiro


A primeira vez que ouvi Divaldo Franco eu era menina, tinha uns 9 ou 10 anos, no início da década de sessenta do século passado. Foi em Serrinha, no Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade.


Mamãe levou os filhos que quisessem ir ouvir um “orador famoso de Salvador”. Apesar da pouca idade, me embeveci com sua palestra arrebatadora, e me impressionou uma frase que ele disse, gravando para sempre em minha alma: “A voz do Cristo era semelhante ao som de uma taça de cristal quando lançada sobre uma rocha!” Não conhecia uma taça de cristal, nem fazia ideia de como seria a voz de Jesus...  Mas ficava imaginando, encantada, como seria...


Ao longo desses anos, ouvia de vez em quando suas palestras, sabia de sua Obra – a Mansão do Caminho, e quando tive oportunidade, adquiri o livro por ele psicografado, de autoria de Joanna de Ângelis, Messe de Amor, que nos apresenta Jesus de uma forma mais próxima de nós, humanos. A pista para se aproximar do Mestre Jesus Joanna dava, com amorosidade e clareza.


Fui aproximando-me de Jesus, por intermédio dos livros que Divaldo psicografou, sobretudo os de autoria da benfeitora Amélia Rodrigues e de Joanna de Ângelis, assim como pela vasta Obra de Chico Xavier, especialmente os romances escritos por Emmanuel.  Buscava também ouvir a voz do Mestre lendo os Evangelhos e procurando interpretá-los e, o que é mais difícil, vivenciá-lo.


Busquei o serviço (o viço do Ser) na Mansão do Caminho, convivendo de forma mais próxima com Divaldo há quarenta anos... Queria, no fundo, ouvir o “som de uma taça de cristal quando lançada sobre uma rocha”...


O som do trabalho, nesta Casa abençoada, parecia falar do som das atividades dos apóstolos nos dias gloriosos de Jesus na Terra. E as palestras de Divaldo, assim como os encontros mais íntimos com a família da Mansão do Caminho, quando, em algumas oportunidades a mentora Joanna de Ângelis, por intermédio dele, nos falava de Jesus e do serviço do Bem, parecia nos aproximar mais do Cristo de Deus.


O admirável amigo, professor, servidor, pacificador e médium, demonstra até hoje, quando completa 90 anos de vida laboriosa a serviço do Cristo, o exemplo de como se doar ao Bem maior para se tornar um instrumento nas mãos de Deus, um discípulo de Jesus.


Rememoro a passagem do Evangelho, quando Jesus, falando a Pedro, após a crucificação, nos ensina:  “Simão, tu me amas?” Ao que Pedro responde: “Sim, Senhor, Tu sabes o quanto te amo!” “Então – diz o Mestre, – apascenta as minhas ovelhas.” E este diálogo é repetido por três vezes seguidas, como a querer fixar a lição no mais íntimo do ser de Pedro e no nosso também.


E foi isso que Divaldo aprendeu: apascentar multidões, aflitas, enfermas, desorientadas, entristecidas... Auxiliá-las a ouvir a voz do Mestre no seu interior, dando o roteiro para a paz, para a felicidade, para a libertação.


No 19º Movimento Você e a Paz, na prévia acontecida no Farol da Barra, em Salvador (BA), que mais parecia um Centro Espírita ao ar livre, ficamos a refletir que a paz no Farol, levada por Divaldo e amigos, simbolicamente nos mostrava que o Farol aponta para a paz, para a luz interior, para o som da voz do Mestre a nos falar no recôndito do ser. E o povo clamava na tarde que anoitecia: “Onde houver trevas, que eu leve a luz... Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”, repetindo a oração de São Francisco de Assis.


Divaldo esclareceu naquele entardecer: “A paz é o indivíduo estóico que enfrenta as dificuldades com o espírito pacífico. Paz é não temer, não tremer, ser autêntico e construir um mundo novo.”


E nos convidou para vermos no outro o Cristo Jesus, e que cada um de nós sejamos a paz em vida.


Só assim, pacificados, poderemos ouvir em nosso interior, a voz do Mestre como o “som de uma taça de cristal quando lançada sobre uma rocha”...


 


Fevereiro/2017



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